sexta-feira, 12 de março de 2010

A caneta teimosa

Gabriel, um amante de canetas, decidiu ir à papelaria "Só Escrita" para ver que canetas novas é que o Sr. Vitor tinha recebido. Logo que entrou, reparou que havia uma vitrina nova e que lá dentro só estava uma caneta: uma "Parker" revestida a ouro branco (...)
O Gabriel agradeceu muito (o desconto) e foi a correr para casa, ansioso para ver quanto dinheiro tinha. (...) Só tinha 80 euros e a sua mesada só lhe chegaria às mãos uma semana depois. (...)
Nessa altura, voltou à papelaria, mas ela já fora vendida. Ficou triste, mas quando olhou para o lado, viu uma "Mont Blanc" que custava o mesmo e era ainda mais bonita que a outra.
Foi para casa escrever com ela, mas... ela não escrevia. Tentou tudo o que sabia e nada.
A chorar, Gabriel perguntava:
- Porquê? Porque é que não escreves? Diz-me!
- Não escrevo porque não quero. - respondeu subitamente a caneta.
- Mas tu tens de escrever. - insistiu ele. - Foi para isso que te comprei.
- Não, não e não. - repetiu teimosamente a caneta. - Não quero escrever e pronto.
Então o Gabriel ameaçou:
- Olha lá, sua teimosa, se não queres escrever, vou-te devolver à papelaria. Vais de novo torrar ao sol, dentro da vitrina, até a tua tinta secar. É isso que queres?
- Não, isso não. - agonizou. - Mas fica a saber que iguais a mim só há mais sessenta.
- Sim eu sei; é por isso que és de uma edição limitada.
- Pois, mas mesmo assim não me querias!
- Quando fui ver a outra, para a comprar, tu ainda não estavas lá!
- Enganas-te. Eu estava lá, só que noutra vitrina. (...) Mas se não me viste é porque não gostas de mim.
- Isso não é verdade! eu gosto muito de ti! E a prova disso é que gastei 100 euros para te comprar. E fica a saber que é muito dinheiro!
- Eu sei, desculpa por ser tão teimosa...
- Estás desculpada. Olha, amanhã queres ir comigo para a escola?
- Claro que sim. - disse ela cheia de felicidade.
Ia para a escola no dia seguinte.

Twich 7º2

sexta-feira, 5 de março de 2010

Um livro esconde...

... um universo de sonhos e magia; Armando 6º1

... aventuras e viagens; Bikerider 6º1

...um sonho que parece real; Bolt 6º1

...segredos, medo, coragem, drama, felicidade, tristeza, magia, encanto, princesas, monstros, vidas e mortes; Jessy 6º1

...o tesouro da sabedoria e da alegria, de imaginar e de viajar; Ana Beatriz 6º2

...uma viagem em que embarco de corpo e alma; Ana Luísa 6º2

...um horizonte desconhecido; Laurindinha 6º2

...criaturas mágicas e fantásticas. Afonso 6º2

O génio do meu mealheiro

Abracadabra é como se chama o génio que vive no meu mealheiro.
É um mealheiro de barro, em forma de cisne, com uma ranhura nas costas, pela qual eu coloco todas as moedas que sobram da minha mesada.
Lá dentro, entre de todas aquelas moedas, vive um génio, como se fosse um rei no meio do seu tesouro.
Mas Abracadabra diz-me que não é nehum rei, mas um simples guarda que toma conta daquele pequeno tesouro que ele reconhece ser meu.
A cada moeda que lá coloco, fico preocupado, pois o espaço torna-se cada vez mais pequeno, embora ele pareça não se importar. Para compensar, prometeu-me que vai duplicar as moedas que lá existem , no dia em que tiver de o partir. Talvez no dia dos meus anos. Em troca, terei de lhe arranjar outro mealheiro, para ele continuar a viver, guardando o meu pequeno tesouro para sempre.
Pus-me a fazer contas e cheguei à conclusão que quero ter este génio como meu amigo, guardando os meus mealheiros, para toda a vida. Percebem porquê????
Twich 7º2

quinta-feira, 4 de março de 2010

UM LIVRO SEM CAPA

Um livro sem capa? Muito estranho, nunca tinha visto nenhum. Fazem-me tantas perguntas sobre ele, mas nunca sei responder. É um livro sem capa. Até pode ser, mas é muito especial.
Conta histórias de encantar, as páginas a passar e 1,2,3... a história vai começar.
Um dia, conta-me a história da Cinderela. Noutro dia, a do Pinóquio e, um ano depois, a História de Portugal.
Todas as noites, adormeço com o meu livro. Um dia, a minha mãe disse-me:
- Tu nunca te cansas desse livro? Deita-o no lixo.
Mas nunca deitei. Fecho-o na gaveta da mesa de cabeceira. Nunca irei deitar no lixo o meu livro sem capa.
O meu livro acalma-me. Dá-me confiança. Dá-me esperança nos momentos mais difíceis.
O meu livro é o meu único amigo, o que me dá lições muito importantes. Por vezes, os meus amigos gozam comigo por gostar de ler. Então, um livro sem capa... a gargalhada nunca mais acaba.
Mas eu não me importo. Tenho um livro sem capa e depois?

Ana Paula ( 6º3)

terça-feira, 2 de março de 2010

Leitura


Numa aula de 6º ano em que se analisava um texto sobre o poder da leitura, os alunos foram convidados a legendar esta imagem.
Eis algumas das legendas:
Ler é como voar sem asas - Elisabete 6º1
Ler é imaginar - André 6º1
A magia da leitura - Jessy 6º1
Lendo e viajando - Big H 6º2
Viagem sem rumo - Laurindinha 6º2
O mundo todo numa página - Teixeirinha 6º2

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um livro para o 6º3

- um abraço (L)
- uma porta que se abre para a fantasia; (Fox)
- um divertimento e uma casa do saber; (PL10 )
- faz-se de palavras com sentimento; ( Jany)
- faz-se de paginas que levam ao desconhecido;
(Ana Paula)
-um gosto; (Sory)
- um amigo que nos dá a mão; (Mary)
- uma aventura, uma paixão que corre nas veias;
(lost7)
- uma fonte de inspiração (***Pestana***)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nome para o blogue




Caros alunos das Mercês,



Como já devem ter reparado, o vosso blogue ainda não tem nome. Estamos à espera das vossas sugestões. Deixem-nas nos comentários deste poste.
As sugestões dos visitantes também são bem-vindas.

O livro sem capa

Em Book & Book, a cidade dos intelectuais, onde todos liam livros, no famoso ateliê Nunca se Sabe Tudo, morava um triste conjunto de folhas que dormia e dormia, sem parar.
- Definitivamente, não podes continuar assim. - repreendeu em voz alta a enciclopédia. - Acorda!
- Tens razão, preciso de uma capa e de uma contracapa.
- Não era bem disso que estava a falar, mas também serve. Tens algum plano?
- Acho que sim; vou inclinar-me para cair e quando o bibliotecário me vir, irá apanhar-me do chão e reparará que não tenho o que devia ter.
- Ou seja, capa e contracapa. - concluiu o vaidoso e novo livro, O Patinho Feio.
- Quem fala? - perguntou a enciclopédia.
- E quem é que tu achas que havia de ser? ... Ó aberração, como te tornaste nessa coisa?
- Tu não me provoques; destruo-te em três tempos. - avisou.
- Não te exaltes, não lhe dês esse gostinho. - acalmou-o o dicionário. - E já agora, porque és assim?
- É um erro de fabrico. - gracejou o novato.
- Já te avisei e não volto a dizer. Foram os exterminadores.
- Ah! Os lendários exterminadores, mais conhecidos por destruidores de tudo o que tem informação, sem deixar rasto.
- Meus Deus... - disseram todos em coro.
- Sim, sim, sim... histórias! .- torçou o caloiro.
- Não se mexam, vêm aí os exterminadores!
- Ei, mano, lembras-te deste livro?
- Siiiim! Deste-me uma ideia, vamos queimá-lo.
- Onde?
- Aqui mesmo.
Tiraram do bolso um isqueiro azul e fizeram uma pequena fogueira que acabou por se tornar enorme, queimando todo o ateliê e matando os lendários destruidores de tudo o que tem informação, sem deixar rasto.
Laurindinha 6º2

O táxi poliglota

Na Holanda, um mecânico decidiu reconstruir um Peugeot de 1889. Uma sucata que estava na sua família há gerações.
Reviu os seus contactos e telefonou para dois pintores - um de Inglaterra, outro de Itália - três bate-chapas - um de Espanha, outro de Portugal e outro de África - um electricista da América do Sul e um estofador de França. Tentou arranjar patrocinadores na sua lista telefónica e conseguiu seis: da China, da Irlanda, da Suécia, da Eslováquia, da Grécia e da Turquia. Agora sim, tinha tudo para recuperar o seu automóvel.
- Finalmente repararam em mim! - exclamou, aliviado, o Peugeot. - Parece que estou num spa. O problema é que eles não me ouvem e eu não os percebo.
- Compreendo-te perfeitamente, também não entendo o que as outras ferramentas me querem dizer. - concordou o parafuso.
- Bem... vou tentar aprender as suas línguas. - decidiu o carro.
E assim foi; todos os dias aprendia um pouco de cada.
No fim do processo, transformaram-no num táxi. Mas um táxi poliglota, graças às suas lições de línguas.
A sua primeira viagem foi um êxito, porque conseguia falar com os carros de todo o mundo. Ficou conhecido por "Táxi Poliglota".
Laurindinha 6º2

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O caroço viajante


"Que alegria vermo-nos!" - Isto é o grito de um caroço que vê a sua família após dois anos de separação e que conta a sua história.
Era uma vez um caroço que foi parar aos esgotos e foi empurrado pela água para o mar. Estava perdido, mas encontrou um peixe que ficou seu amigo e lhe contou os seus segredos e lhe mostrou inimigos e amigos.
Meses depois, foi parar a uma praia e um miúdo que lá brincava deu um chuto na areia e atirou-o para a estrada.
Um carro quase o esmagou, mas ele atirou-se para um buraco, onde estava uma formiga cheia de fome que lhe perguntou se o podia roer um pouco.
Fugiu, mas um varredor levou-o para um lugar onde se junta todo o lixo da cidade. Tentou sair, mas houve lixo que o impediu. Vieram amigos do caroço que o ajudaram a escapar.
Tentou chegar a casa, mas não sabia onde estava, por isso tirou um mapa de uma tabacaria. Foi ter a França.
Viu que não era lá. Voltou para Portugal e para a sua família.
Teixeirinha 6º2