Reviu os seus contactos e telefonou para dois pintores - um de Inglaterra, outro de Itália - três bate-chapas - um de Espanha, outro de Portugal e outro
de África - um electricista da América do Sul e um estofador de França. Tentou arranjar patrocinadores na sua lista telefónica e conseguiu seis: da China, da Irlanda, da Suécia, da Eslováquia, da Grécia e da Turquia. Agora sim, tinha tudo para recuperar o seu automóvel.
de África - um electricista da América do Sul e um estofador de França. Tentou arranjar patrocinadores na sua lista telefónica e conseguiu seis: da China, da Irlanda, da Suécia, da Eslováquia, da Grécia e da Turquia. Agora sim, tinha tudo para recuperar o seu automóvel. - Finalmente repararam em mim! - exclamou, aliviado, o Peugeot. - Parece que estou num spa. O problema é que eles não me ouvem e eu não os percebo.
- Compreendo-te perfeitamente, também não entendo o que as outras ferramentas me querem dizer. - concordou o parafuso.
- Bem... vou tentar aprender as suas línguas. - decidiu o carro.
E assim foi; todos os dias aprendia um pouco de cada.
No fim do processo, transformaram-no num táxi. Mas um táxi poliglota, graças às suas lições de línguas.
A sua primeira viagem foi um êxito, porque conseguia falar com os carros de todo o mundo. Ficou conhecido por "Táxi Poliglota".
Laurindinha 6º2